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Bichon Frise

PADRÃO RACIAL DO BICHON FRISE

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
FÉDÉRATION CYNOLOGIQUE INTERNATIONALE

Classificação F.C.I.: 215
Grupo 9 - Cães de Companhia
Seção 1.1 - Bichons e Raças Assemelhadas
Padrão FCI no 215 - 11 de maio de 1998.
País de origem: Bélgica / França
Nome no país de origem: Bichon à Poil Frisé
Utilização: Companhia
Sem prova de trabalho

BICHON FRISÉ
NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO


1 - Trufa 13 - Perna 25 - Braço
2 - Focinho 14 - Jarrete 26 - Ponta do esterno
3 - Stop 15 - Metatarso 27 - Ponta do ombro
4 - Crânio 16 - Patas
5 - Occipital 17 - Joelho
6 - Cernelha 18 - Linha inferior
7 - Dorso 19 - Cotovelo a - profundidade do peito
8 - Lombo 20 - Linha do solo
9 - Garupa 21 - Metacarpo b - altura do cotovelo
10 - Raiz da cauda 22 - Carpo
11 - Ísquio 23 - Antebraço a b = altura do cão
12 - Coxa 24 - Nível do esterno na cernelha

APARÊNCIA GERAL: cão pequeno, alegre, jovial, de movimentação viva; focinho de comprimento médio; pelagem longa, enrolada, tipo cacheada, muito solta, semelhante à pelagem da cabra da Mongólia. Porte da cabeça alto e orgulhoso; olhos escuros vivos e expressivos.
CABEÇA: em harmonia com o corpo.

REGIÃO CRANIANA
CRÂNIO: plano ao toque, embora pareça arredondado, devido à pelagem. O crânio é mais longo que o focinho.
STOP: pouco acentuado.

REGIÃO FACIAL
TRUFA: arredondado, bem preto, de textura fina e brilhante.
FOCINHO: não deve ser nem muito grosso, nem pesado e tampouco pontudo. O sulco entre as arcadas superciliares é ligeiramente aparente.
LÁBIOS: finos; bem secos, porém, menos secos do que os do Schipperke; caídos o suficiente para cobrir o lábio inferior, mas nunca pesados ou pendentes. Normalmente pigmentados de preto até as comissuras labiais. O lábio inferior não pode ser pesado, nem aparente; são firmes, ocultando a mucosa com a boca fechada.
MAXILARES / DENTES: dentes normais, isto é, os incisivos do maxilar inferior devem tocar a face interna dos incisivos do maxilar superior.
Bochechas: planas e pouco musculosas.
OLHOS: escuros, contorno das pálpebras o mais escuro possível, de formato mais arredondado que amendoado; de inserção frontal; espertos, tamanho médio, ocultando a esclerótica. Os olhos não são nem grandes, nem proeminentes como os do Grifo de Bruxelas e do Pequinês; a órbita não deve ser saliente e o globo ocular não deve ressaltar de maneira exagerada.
ORELHAS: caídas e bem revestidas de pêlos finamente frisados e longos. São portadas, de preferência, para a frente, quando em atenção, de maneira que a borda anterior toque o crânio sem se afastar obliquamente. O omprimento da cartilagem não deve atingir a trufa como no Poodle, mas alcançar a metade do focinho. As orelhas são, aliás, bem menos largas e mais finas que as do Poodle.
PESCOÇO: bastante longo, de porte alto e orgulhoso. Redondo e fino junto ao crânio, alargando-se, gradualmente, para encaixar, harmoniosamente, nos ombros. Seu comprimento é aproximadamente 1/3 do comprimento do tronco (proporção de 11 cm para 33 cm para um exemplar de 27 cm de altura na cernelha), tomando-se como base os pontos dos ombros contra a cernelha.

TRONCO
LOMBO: largo, bem musculoso e ligeiramente arqueado.
GARUPA: ligeiramente arredondada.
PEITO: bem desenvolvido, esterno pronunciado, as falsas costelas são arredondadas e não terminam bruscamente. Na horizontal, é bastante profundo.
FLANCOS: bem elevados ao ventre; pele fina e não solta, dando uma aparência esgalgada.
CAUDA: implantada um pouco mais abaixo da linha superior que a do Poodle. Normalmente a cauda é portada alta e graciosamente curvada, na linha do dorso, sem ser enrolada; não é cortada e somente a pelagem poderá cair sobre o dorso.
MEMBROS ANTERIORES: vistos de frente, são retos, bem aprumados, de ossatura fina.
OMBROS: bem inclinados, não proeminentes, parecendo ser do mesmo comprimento que o braço, em torno de 10 cm.
BRAÇOS: não separados do corpo.
COTOVELOS: não virados para fora.
METACARPOS: vistos de frente, curtos e retos; vistos de perfil, são levemente inclinados.
MEMBROS POSTERIORES: a pélvis é larga.
COXAS: largas e bem musculosas; bem oblíquas.
JARRETES: em comparação com os do Poodle, são mais angulados.
PATAS: tendinosas. Unhas, de preferência, pretas; entretanto, é um ideal difícil de se atingir.
PELE: a pigmentação debaixo dos pêlos brancos é, preferivelmente, escura. Os órgãos sexuais também são pigmentados em preto, azulado ou bege.

PELAGEM
PÊLOS: finos, sedosos, bem soltos, encaracolados; semelhantes aos da cabra da Mongólia. Não são nem lisos, nem encordoados; com o comprimento variando entre 7 e 10 cm.
TOSA: pode apresentar-se com as patas e o focinho ligeiramente aparados.
COR: branco puro.
TAMANHO: a altura máxima na cernelha não deve ultrapassar 30 cm. O tamanho é elemento de valorização a favor dos exemplares menores.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
- ligeiro prognatismo superior ou inferior; - pêlo: liso, ondulado, encordoado, muito curto; - pigmentação invadindo a pelagem, formando manchas rosadas.

DESQUALIFICAÇÕES
- trufa rosa;
- lábios cor de carne;
- prognatismo superior ou inferior tão desenvolvido que impede o contato dos incisivos;
- olhos claros;
- cauda enrolada ou torcida em hélice;
- manchas pretas na pelagem.

NOTAS:
- Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
- Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.